Darcy Ribeiro, em seus momentos de exaltação ao povo brasileiro, creditava à grandeza de nossa cultura à grande diversidade de raças e suas misturas culturais. Para o sociólogo, o contexto em que se formou a história da gente do Brasil carrega em si uma pluralidade de pensamentos, visões e estilos diversificados, que passam pela sabedoria dos povos originários e dos que foram agregados às nossas raízes.

 

Na mesma linha de pensamento, o Conselho Estadual de Educação de Sergipe (CEE/SE) orgulha-se em ter no seu quadro de conselheiros a professora Edinalva Mendes (Edi Serigy). A professora, em um considerável marco histórico, assumiu na vaga de representante sindical do CEE/SE, sendo ela uma representante indígena do povo Tupinambá. O termo de posse foi assinado na manhã do dia 11 de agosto de 2022, na sala da presidência do Órgão, locado nas dependências da Biblioteca Pública Epiphanio Dória.

“Estou honrada em compor o CEE representando o SINTESE para dar continuidade ao trabalho dos companheiros Joel e Roberto. É uma grande responsabilidade substituir o companheiro Roberto, diante da missão que ele assumiu agora na presidência do sindicato, mas aceitei o desafio. Tive o nome aprovado pela categoria, e agora estou aqui para contribuir na continuidade da autonomia, independência que o Conselho tem na construção dos pareceres que normatizam a educação de Sergipe”, disse a conselheira Edinalva, na ocasião da posse.

Acompanhando a posse, o Secretário Geral do SINTESE e ex-membro do CEE, professor Joel Almeida, reafirmou a busca do SINTESE em ser plural diante da pluralidade de sua categoria e também como ferramenta de luta para a educação no estado. O “SINTESE hoje é composto por uma série de militantes e buscamos a diversidade, como forma de dar e trazer voz, sobretudo, aos grupos historicamente reprimidos em nossa sociedade. Eu, professor, homem negro, membro do coletivo de combate ao racismo do SINTESE (KILOMALOCA), fui representante do SINTESE neste Conselho. E é com muita alegria que vejo hoje a nossa companheira Edinalva, também membro do Kilomaloca, primeira mulher indígena, a assumir uma cadeira aqui, mostrando mais uma vez que este Sindicato acredita na diversidade como ferramenta fundamental na transformação da nossa educação”, afirmou Joel.

Para o presidente do SINTESE, professor Roberto Silva, o que fica de sua passagem pelo Conselho Estadual de Educação é o aprendizado e a certeza de que a defesa de uma educação emancipadora, de qualidade social, diversa só tem a se fortalecer com a chegada da nova representante do SINTESE, que no Departamento de Assuntos Educacionais já realiza, dentre outras atividades, o Encontro de Educadores (as) Negros (as) e Indígenas do SINTESE, evento que convida a categoria a refletir sobre uma educação intercultural no chão da escola.

“Como representante do SINTESE, trouxemos sempre a defesa de uma educação de qualidade social para os filhos e filhas dos trabalhadores de Sergipe, e vamos continuar com esta defesa, mas agora trazendo mais diversidade aos debates, abrindo mais portas para ecoar vozes outrora excluídas. Sem dúvida a companheira Edinalva é um grande ganho para o Conselho Estadual de Educação.” ressaltou Roberto. Os integrantes do CEE/SE coadunam com o exposto e se sentem enriquecidos com a presença da conselheira Edi Serigy.  

 

 

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