Índio não quer só apito, também quer educação. Em Sergipe, como é similar em vários outros estados da Federação, quem abriga a importante função da educação indígena é o Departamento de Educação, por meio do Núcleo de Educação, Diversidade e Cidadania – SEED/DED/NEDIC, este que faz parte da Secretaria Estadual de Educação. A modalidade de ensino, que antes era de responsabilidade da FUNAI, foi transferida para o MEC, que por sua vez instituiu os núcleos estaduais. Em Sergipe, a criação de núcleos especializados deu-se em 1994,  e segue regulamento formalizado por resolução conferida ao Conselho Estadual de Educação (CEE-SE), esta datada do ano de 2005.

 

As professoras Maria da Conceição Mascarenhas (Nedic) e Maria das Dores Santana Oliveira (DED) são duas entusiastas quando se trata de educar considerando a diversidade. As duas coordenadoras coadunam em realçar a importância do trabalho desenvolvido. “O modelo educacional segue o convencional, porém são dados ênfase e respeito às tradições indígenas, quando são considerados seus costumes, sua cultura”, explica Maria das Dores.

 

Localizado na Ilha de São Pedro, município de Porto da Folha, está o Colégio Indígina Estadual D. José Brandão de Castro. Lá estudam 114 alunos da comunidade Xoko, divididos em três turnos e nas modalidades de ensino Infantil, Fundamental e Médio. Segundo as mencionadas gestoras, toda a comunidade, que hoje conta com 580 indivíduos, sofre o impacto da presença da unidade escolar no local. Entre os 14 professores que atuam na escola, cinco são indígenas.

 

Cabe ao DED/NEDIC prestar assessoramento pedagógico em ações como a formação continuada para professores atuantes, além de apoio e estímulo na elaboração de material didático específico. “Um exemplo disto é a produção de livros que contam sobre a história deles, contada por eles”, exemplifica Maria da Conceição. “É um trabalho lindo e gratificante”, complementa. 

 

 

Related Articles