O data de 02 de abril é marcada pelo Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo. A celebração foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2007, com o objetivo de ressaltar a importância de reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos que apresentam Transtorno do Espectro Autista (TEA). O Conselho Estadual de Educação de Sergipe (CEE/SE) entende como de grande relevância a aplicação de ações compreendidas também no campo da Educação, direcionadas para o mesmo sentido ensejado pela ONU.

O transtorno do espectro autista se revela na infância e tende a persistir na adolescência e na idade adulta. Na maioria dos casos, ele se manifesta nos primeiros cinco anos de vida. As pessoas afetadas pelo TEA frequentemente têm condições especiais de saúde que remetem a desafios com relação a habilidades sociais. Podem apresentar comportamentos repetitivos, dificuldades na fala e na comunicação em geral. Todavia, terapias adequadas a cada caso podem auxiliar essas pessoas na melhoria de sua relação com o mundo.

O CEE/SE está atento à temática do TEA, acompanhando as deliberações do Conselho Nacional de Educação (CNE) e observando as leis referentes em vigor. Este movimento tem culminado em resoluções que atendam aos anseios já colocados, centrando ações voltadas ao que é categorizado como Educação Especial.

Questionada sobre o assunto do TEA, a conselheira do CEE/SE Josevanda Franco reafirmou que o assunto é da maior importância. “A escola é um espaço de aprendizagem para todos. Assim sendo, estão incluídas as crianças e adolescentes que apresentam TEA. O universo escolar deve conter elementos que possam fortalecer a autonomia, a independência, a capacidade de sociabilização e o aprendizado de pessoas diferenciadas. Ações planejadas e uma pedagogia voltada para esse intento são de grande importância para a boa gestão de uma educação inclusiva e de respeito às diversidades”, considerou a conselheira. Josevanda é consultora gabaritada na área e tem ocupado diversos cargos relacionados à Educação Especial e seus similares.

O Colegiado do CEE/SE, que é presidido pelo conselheiro Renir Damasceno, coaduna com a professora Josevanda e com as deliberações do CNE. Para Renir, “o assunto deve ser considerado como prioritário”. Está previsto que, em breve, o Conselho contará com mais uma cadeira, esta com representação específica direcionada à educação inclusiva e de especiais, o que inclui alunos com TEA.

Related Articles