A pesquisadora Ana Mae Barbosa, após estudos nos Estados Unidos, estabeleceu-se como a primeira doutora brasileira em arte-educação e coordenou as primeiras pesquisas da Escola de Comunicações e Artes da USP na área. Para ela, o que diz quando rotulam a presença da arte na escola como um instrumento de tornar o aluno mais “sensível” não é o que importa. A estudiosa defende que  “a arte desenvolve a cognição, a capacidade de aprender”. Ana afirma que “isso já foi demonstrado em uma pesquisa feita nos Estados Unidos em 1977, quando foram estudados os dez melhores alunos em um período de dez anos. Havia apenas uma característica em comum: todos tinham feito ao menos dois cursos de arte em suas trajetórias pelas escolas”.

 

Estudos já consolidados sobre a influência da arte na capacidade de aprendizado revelam que ela “possibilita que os indivíduos estabeleçam um comportamento mental que os leva a comparar coisas, a passar do estado das idéias para o estado da comunicação, a formular conceitos e a descobrir como se comunicam esses conceitos. Todo esse processo faz com que o aluno seja capaz de ler e analisar o mundo em que vive e dar respostas mais inventivas”, como explicita Ana Mae, em entrevista para a Revista da Educação. Em suma, a professora, hoje aposentada da USP,  acredita que o ensino de arte nas escolas incentiva a criatividade, facilita o processo de aprendizagem e prepara melhor os alunos para enfrentar o mundo.

 

Em Sergipe

 

Em Sergipe, na esfera pública estadual, a principal empreitada da inserção da arte na educação vem do programa “Mais Educação”, do Governo Federal, que tem como objetivos definidos os de fomentar a Educação Integral por meio do apoio às atividades sócio-educativas no contra turno escolar, garantir proteção e desenvolvimento integral às crianças e aos adolescentes que vivem em zonas de risco, além de elevar a aprendizagem e o nível do IDEB nas escolas. As ações vão além da matéria “Arte”, já incluída nos currículos escolares.

 

Segundo o coordenador geral do “Mais Educação” em Sergipe, Neusvaldo Silva Lima, o ano de 2014 contou com 150 escolas cadastradas no Estado, esclarecendo que no campo da arte são trabalhados expressões como música, pintura, canto coral, danças, artesanato regional, literatura de cordel, teatro, cine-clube, escultura cerâmica, entre outras. Para o coordenador, a estratégia do programa de incluir a arte no ambiente escolar faz com que a ação educacional vá bem mais além da formação curricular. “Além de contribuir com o processo de aprendizado, a presença da arte na escola contribui com a elevação da auto-estima e promove o bom relacionamento entre alunos. Observa-se facilmente uma melhoria qualitativa em vários aspectos”, avaliou Neusvaldo.

 

A técnica orientadora do “Mais Educação” em Sergipe, Jacqueline Vasconcelos S de Lima lembrou que a ação também promove a boa relação entre escola e comunidade, quando apóia a abertura das unidades aos finais de semana  para a realização de ações de educação não formal, no âmbito do lazer, das artes, da cultura etc. A técnica salientou também a presença de outras categorias de estudantes e especialistas  na logística do programa, que tem como monitores alunos universitários ou pessoas da comunidade, com habilidades específicas, todos estes voluntários e que contam somente com ressarcimento de despesas com transporte e alimentação decorrentes da prestação de serviços.

 

Na esfera privada da educação, algumas escolas desenvolvem ações de extensão no campo da arte, especialmente em ocasiões de atividades extracurriculares, como gincanas e olimpíadas escolares. Em uma das unidades da educação particular visitada, esta que realizava uma olimpíada educacional no momento da visita, pôde-se registrar o entusiasmo dos alunos. A estudante Nicole A F Menezes, que liderava uma equipe de estudos, criação e apresentação de Literatura de Cordel sobre D. Bosco, revelou-se animadíssima. “É muito divertido e aprendemos muito construindo tudo”, disse a estudante.

 

*ASCOM CEE/SE – Aguardem reportagens complementares sobre este assunto.

/* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:”Tabela normal”; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:””; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin-top:0cm; mso-para-margin-right:0cm; mso-para-margin-bottom:10.0pt; mso-para-margin-left:0cm; line-height:115%; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:”Calibri”,”sans-serif”; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin;}

Outras Notícias