O Conselho Estadual de Educação promoveu na tarde desta terça-feira, 20, um debate sobre "A Política Nacional de Educação na Perspectiva da Educação Inclusiva". O Secretário de Estado da Educação, professor José Fernandes de Lima foi um dos palestrantes. Ele abordou o tema: "A Política de Educação Especial na Rede Estadual de Ensino". O evento reuniu representantes do Ministério Público, órgãos governamentais e não-governamentais, diretores, professores e especialistas em educação especial.

 

"O aluno é o nosso foco principal. Realizamos uma educação inclusiva, procurando atender as necessidades de aprendizagem de todas as crianças, jovens e adultos, como foco específico nas pessoas ou grupos que estão excluídos da efetivação do direito à educação", disse o secretário. De acordo com o professor Lima, os alunos atendidos pela educação especial são: os com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.

 

De acordo com o secretário, o acesso à educação é feito através da matrícula em qualquer escola da rede pública estadual de ensino. Após a identificação de alguma dificuldade de aprendizagem, disse o professor Lima, é preenchida ficha de caracterização do aluno e realiza-se o encaminhamento ao Centro de Referência em Educação Especial – CREESE. "Este promove o diagnóstico pedagógico e recomenda procedimento à escola", explicou.

 

Atendimento específico

 

O secretário informou que as escolas estaduais são supervisionadas pela Divisão de Educação Especial -DIEESP. O professor Lima lembrou que a Secretaria de Estado da Educação tem escolas polos em Aracaju. "São escolas que possuem profissionais da educação qualificados no atendimento específico aos alunos com determinada deficiência, além de terem intérpretes, instrutores, brailistas, equipamentos e material didático", disse o secretário.

 

Ele citou a relação das escolas estaduais que fazem parte do polos: Escola Estadual Senador Leite Neto, que atende à alunos com deficiência visual e surdocegos no Ensino Fundamental; Colégio Dom Luciano Cabral Duarte, que atende à alunos com deficiência visual e surdocegos no Ensino Médio; Escolas 11 de Agosto e 15 de Outubro, que atendem à alunos com deficiência auditiva no ensino fundamental e Colégio Estadual John Kennedy, que atende no Ensino Médio e Fundamental.

 

Multifuncionais

 

"Temos ainda o Centro de Educação Especial João Cardoso do Nascimento Júnior", disse ao ressaltar o Atendimento Educacional Especializado(AEE). "Sempre digo que as salas de recursos multifuncionais, mais do que um espaço de tecnologia é um espaço de atendimento pedagógico e produção de recursos acessíveis", disse o secretário.  Ele informou que o Governo do Estado, através da Seed realiza a formação continuada dos professores.

 

"Oferecemos cursos na modalidade presencial ou a distância nas diversas áreas de atendimento da Educação Especial, objetivando dotar os nossos professores de conhecimentos específicos para realização de um trabalho qualitativo", disse o secretário. São oferecidos cursos nas áreas das deficiências, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação, tais como: metodologia do ensino da Língua Portuguesa para surdos, sorobãn, braille, orientação e mobilidades, entre outros. Os cursos são ministrados em parceria com o Ministério da Educação e o CAS.

 

Adequação dos espaços

 

O Secretário disse também, que ao realizar as reformas das escolas estaduais, a Seed está adequando os espaços físicos. "Estamos fazendo uma adequação arquitetônica dos espaços escolares, tais como: confecção de rampas, alargamento de portas e adequação dos banheiros", disse. O professor Lima ressaltou que o Governo do Estado se preocupa também com o transporte escolar e a aquisição de material didático e pedagógico.

 

A presidente do Conselho Estadual de Educação, Ana Lúcia Muricy Souza, disse que o evento  teve como objetivo principal discutir a política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva e o de compreender os aspectos legais que norteiam a educação inclusiva."Refletimos sobre os conceitos e as concepções dos termos inclusão, diversidade e educação inclusiva nos seus aspectos sócio-histórico-culturais", disse. Segundo ela, o evento também servirá para a nova resolução normativa do Conselho Estadual de Educação.

 

Além do professor José Fernandes de Lima, foram palestrantes a professora Clotilde Vasconcelos Pereira, especialista em educação especial; a professora Joana D´Arc Meireles dos Santos, coordenadora do CAP DV em Aracaju e a professora Sheila Virgínia Silva Ludugero. Na parte destinada a relatos de vivência, Robson de Santana Guidice, estudante do Ensino Médio do Colégio Dom Luciano Cabral Duarte, fez uma breve explanação.

 

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